segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ABSTENÇÃO, BRANCOS E NULOS VENCEM EM BH: 43,14%



Agora é ver como o próximo prefeito, Alexandre Kalil (PHS - à esq), vai se relacionar com isso e com os 28,91% (do total de eleitores) obtidos por João Leite (PSDB) , soma que atinge 72,05% dos eleitores da capital mineira. Para todos a insatisfação popular está explícita nos números, e não só em Belo Horizonte. Kalil obteve 32,58% dos votos do eleitorado total.

De qualquer forma, desejar o desastre de qualquer administração é desejar o desastre da população. Por isso, tudo tem sempre que ser feito na perspectiva dos interesses populares, da inclusão social, do respeito às diferenças, do incentivo à solidariedade e ao cuidado com as questões ambientais e muito mais.

O governador Fernando Pimentel (PT) não deu o ar da graça. Mas acompanhou tudo, e muito de perto, a julgar pela informação postada no perfil do jornalista Orion Teixeira no Facebook, no domingo após o término da votação. (imagem abaixo) Nela se afirma que Pimentel reunia-se quase diariamente com o candidato do PHS, no Palácio da Liberdade.

O voto dos petistas foi fundamental para a vitória de Kalil, apesar do partido não ter oficialmente apoiado sua campanha e do candidato haver rejeitado apoio do PT no processo eleitoral. O vice de Kalil, o deputado estadual Paulo Lamac (Rede), petista até poucos meses atrás, vai indicar nomes, é claro. E inegável que o PT vai participar, com peso, da administração.


No ano 2000, o médico Célio de Castro se reelegeu prefeito tendo Fernando Pimentel como vice, disputando contra João Leite que saia em sua primeira tentativa para o executivo da capital mineira, numa disputa acirrada. Edição do jornal Mosaico circulou amplamente em Belo Horizonte pouco antes do segundo turno e favoreceu fortemente a campanha do "Doutor BH", como Célio se tornou conhecido. Saiba por que lendo o PDF abaixo.

De resto, administradores públicos são políticos como qualquer pessoa é, que foram eleitos para administrar o bem coletivo. Com participação popular, é o melhor. No mais, viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu.



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